sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Lições de Rocky Balboa


Eu não luto boxe, não é um esporte que pretenda fazer, mas aprendi lições de um lutador fictício: Rocky Balboa. Aliás, maratonar a série de filmes há uns 2 anos atrás, com meus filhos, contribuiu em alguma medida para gerar motivação quanto à atividade física. Essa semana mesmo eu me lembrei e coloquei a música tema para fazer abdominais e prancha. 
O roteiro que virou sucesso foi escrito pelo próprio ator principal, Silvester Stalonne, e muito da ficção se mistura com a sua própria história de vida recheada de lutas, resiliência, perseverança e superação. 
Extraí algumas frases de impacto e sabedoria trazidas pelos personagem que são pérolas para enfrentar desafios em qualquer área da vida. Lembrando que viver é o maior de todos eles!


* Seu pior inimigo é você mesmo. Descubra os medos e crenças que te paralisam.

* Respeite até seus adversários: podem se tornar fortes aliados e até amigos.


* Sempre há o que aprender sobre o que você pensa que já sabe.


*A técnica utilizada em uma situação pode não ser suficiente ou adequada em outra.


*Nunca deixe de conquistar a sua esposa mostrando o quanto você gosta dela do jeito que ela é.


*Valorize  quem você é e o que você sabe. Respeite a sua história de vida.


* Respeite seus limites e seu momento de vida.


*Reconheça a hora de parar, para o bem das pessoas que te amam. Não pense só em seu orgulho.


* Se quer ultrapassar os próprios limites, conquistando grandes feitos,  prepara-se  vencendo pequenas dificuldades diariamente.


*Vencer um gigante é possível.




domingo, 19 de outubro de 2025

Tom Black: o piano ressentido



Tom Black, o piano, morava lá, há anos… Uns 15… Naquela sala de apartamento da família classe média do Condomínio Plus. 

Não estava bem. Há dois anos não conseguia falar nem se expressar direito, pois irrompia em gritos e choros descontrolados. 

Durante um período ficou mais calmo, conseguia soar normalmente, mas sem saber por que, assustava a todos com seus ímpetos estridentes. 

Após esses episódios, quebrava a confiança da menina que, com medo, ou com receio de aborrecê-lo, parava de tentar tocá-lo outra vez. A menina se assustava, sim, é verdade, mas também não queria machucá-lo ainda mais. Seus gritos pareciam a expressão da agonia de alguém a sofrer intensamente. 

E ali ficara ele, 1, 2, 3, 10, mais de 20 meses aborrecido no canto da sala, perdendo a sua função de instrumento de música. Alguma função tinha, mas não aquela para qual fora concebido. Virara depósito ou suporte para outros objetos.

Algumas peças, como ele, estavam a perder sua função original como os CDs que estáticos numa caixa rosa, nem eram mais notados. Depois que o YouTube chegou na TV logo acima deles, ninguém os enxergava mais. Ficavam visíveis de frente para o sofá,  mas invisíveis às almas das pessoas da casa. E a música a encher o ambiente vindo do aparelho televisivo com ar e posição de superioridade.

Tom Black até sentia uma espécie de conforto mórbido ao perceber que os CDs estavam na mesma condição que ele - parados no tempo e no espaço… Ele, por doença e os redondos por obsolescência. Palavra longa, mas pensada sem esforço na mente culta de Tom, o piano agora encostado. 

Além de papéis soltos com alguns desenhos de mulheres e heroínas que o caçula desenhava, uma raquete elétrica mata-mosquito do Paraguai, alguns livros temporários, duas coisas não saíam de cima dele. Eram leves, mas com o tempo foram ficando pesadas. 

O ukulelê sem nome e a caixinha azul com remédios dentro. Do ululele ele não tinha inveja, já que a menina pegava para tocar muito de vez em quando e por pouco tempo. Dava para perceber que nos velhos tempos, quando ela sentava para tocar suas teclas pretas e brancas, suas mãos demoravam muito mais ali do que naquelas cordas finas e sem graça do vizinho. 

Sobre a caixinha azul, Black tinha curiosidade sobre os remédios… Será que ali não teria um antídoto para a sua dor? Um calmante para seus nervos? Mas de qualquer forma, dependia da boa vontade da menina ou de alguém da casa para ajudar-lhe. Tinhas pés parados e não tinha mãos. 

Às vezes, ouvia as conversas dos habitantes à sua volta. Conseguira entender que um especialista viria ajeitá-lo assim que virasse prioridade. A esperança reacendeu, mas não sabia ao certo do que precisavam para que ele se tornasse prioridade. 

Os olhares marejados da menina ao olhar pra ele, faziam-no sentir-se um derrotado, incapaz de alegrar-lhe como outrora. Será que algum dia seriam um só novamente? Quando viveriam aqueles momentos mágicos que só os dois conheciam? Será que alguém mais sentia falta daquele som que só os dois sabiam fazer? 

 

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Bananas bicadas

Encontrei uma banana com várias bicadas formando um furo. Deduzi que algum visitante entrou pela janela. Não demorou muito e descobri o sujeito: um passarinho faminto. 

Para tê-lo por perto mais vezes, tive a brilhante ideia de pendurar uma banana na janela da cozinha. 

Meu filho, com 7 anos à época, ficou muito contente. Tínhamos a sensação de ter um bichinho de estimação sem precisar prendê-lo numa gaiola. 

Três dias depois, o passarinho logo trouxe outro amigo e, de repente, percebi que o armário estava ficando sujo de um elemento não visto antes: as fezes das avezinhas! 

Quando percebi que teria que conviver com esse trabalho sujo, desisti de pendurar banana e consequentemente, parei de receber visitas. 

Isso me levou a refletir sobre o autocontrole dos pensamentos.

Assim como parei de oferecer banana e atrair o passarinho, podemos impedir os pensamentos negativos de proliferarem de forma viral. 

E, se o fizermos logo em seu início, é mais fácil evitar que se instalem permanentemente em nossa mente. 

Seja por palavras ouvidas ou por influências negativas que porventura nos cheguem através dos sentidos, esses pensamentos indesejáveis nos pegam de surpresa. Mas é possível cortar logo as suas cordas antes que se transformem em preocupações, desânimos, angústias, medos. 

Precisamos matar de fome esses pensamentos potencialmente destrutivos, pois sujam nosso ser, impedindo-nos de crescer ou estagnando o nosso desenvolvimento. 

Podemos começar esse processo observando quais são as nossas bananas, isto é, como estamos alimentando esses pensamentos visitantes que não precisam criar morada.

Minha Mãe

Minha mãe não sabia dirigir, mas subia no jeep comigo enquanto eu aprendia.  Minha mãe não é professora, mas me deu a melhor dic...