Em Isaías 38, lemos a história do rei Ezequias, de quando ficou doente e não tinha mais jeito. Sua doença era incurável, mas ele não se conformou e pediu a Deus que o livrasse daquele mal.
Deus podia ter curado a Ezequias diretamente, mas prescreveu uma pasta de figos para o profeta Isaías preparar e colocar sobre a chaga a fim que sarasse.
Sim, Deus pode usar pessoas para orientar pessoas com ferramentas naturais, tangíveis ou mesmo psicológicas e emocionais, como também ocorreu na situação dos erros graves de Davi e seu tratamento através do profeta Natã.
Nós pedimos a Deus as nossas curas ou aquilo que achamos ser o melhor para nós e Deus pode usar seres humanos e processos naturais para nos atender.
Infelizmente, em Isaías 39 está revelado que Ezequias não usou bem a bênção maravilhosa que teve: mais quinze anos de vida. Sua vida ganhou esses anos extras, mas Ezequias não amadureceu de fato, parecendo que só ficou mais velho. Cometeu os erros de quem não tem gratidão profunda ao Criador, pois teve a vida física renovada, mas não a sua mente.
Ezequias não testemunhou a bênção nem o doador da mesma quando teve oportunidade. Priorizou a divulgação de sua riqueza e de sua prosperidade materiais. Foi egoísta, atraindo a miséria para a sua descendência. Depois de errar e conhecer o futuro, disse: “ainda bem que terei paz em meus dias”. Não se preocupou, portanto, com o legado que deixaria.
Que o exemplo de Ezequias nos inspire a buscar ajuda para nossas dificuldades. Entretanto, que saibamos reconhecer as bênçãos e ser gratos por elas. E que com o passar dos anos, aprendamos a “contar os nossos dias, para alcançar corações sábios!” (Isaías 90:12).