Encontrei uma banana com várias bicadas formando um furo. Deduzi que algum visitante entrou pela janela. Não demorou muito e descobri o sujeito: um passarinho faminto.
Para tê-lo por perto mais vezes, tive a brilhante ideia de pendurar uma banana na janela da cozinha.
Meu filho, com 7 anos à época, ficou muito contente. Tínhamos a sensação de ter um bichinho de estimação sem precisar prendê-lo numa gaiola.
Três dias depois, o passarinho logo trouxe outro amigo e, de repente, percebi que o armário estava ficando sujo de um elemento não visto antes: as fezes das avezinhas!
Quando percebi que teria que conviver com esse trabalho sujo, desisti de pendurar banana e consequentemente, parei de receber visitas.
Isso me levou a refletir sobre o autocontrole dos pensamentos.
Assim como parei de oferecer banana e atrair o passarinho, podemos impedir os pensamentos negativos de proliferarem de forma viral.
E, se o fizermos logo em seu início, é mais fácil evitar que se instalem permanentemente em nossa mente.
Seja por palavras ouvidas ou por influências negativas que porventura nos cheguem através dos sentidos, esses pensamentos indesejáveis nos pegam de surpresa. Mas é possível cortar logo as suas cordas antes que se transformem em preocupações, desânimos, angústias, medos.
Precisamos matar de fome esses pensamentos potencialmente destrutivos, pois sujam nosso ser, impedindo-nos de crescer ou estagnando o nosso desenvolvimento.
Podemos começar esse processo observando quais são as nossas bananas, isto é, como estamos alimentando esses pensamentos visitantes que não precisam criar morada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário